Emoções e Regimes Políticos na Europa moderna e contemporânea

No cruzamento da História das Emoções com a História Cultural do Político, a
disciplina considera o caráter mutável das emoções e como elas não apenas resultam de
eventos específicos, mas também são capazes de moldá-los. Busca-se, nesse sentido, refletir
sobre o caráter público das emoções e promover uma relação entre o campo individual da
experiência e a moldagem das sensibilidades coletivas, no quadro maior da constituição de
regimes políticos na Europa moderna e contemporânea. Seguindo os passos de DidiHuberman que reflete sobre o caráter de imediatez da emoção entre os sintomas de um dado
contexto, a disciplina buscará desenvolver reflexões sobre a natureza das emoções e das
sensibilidades e suas historicidades, focando em temáticas específicas da Europa moderna e
contemporânea, como o despertar do horror e a produção da submissão pela monarquia
absoluta; o amor ao rei e o adestramento dos sentimentos; o terror inerente ao processo
revolucionário; a associação entre a felicidade e a liberdade política; o mal-estar na segunda
modernidade e na constituição da “civilização europeia”, além da gestão das paixões
políticas; a relação emocional que a propaganda e o terror político têm com a constituição do
totalitarismo; bem como o trauma, a condição humana nos eventos-limites e a memória.